quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Ausência de líderes


book of fantasy stories - stock photo

 “... Não é só uma questão de candidatos a celebridades e seu desejo por notoriedade. O que também é uma questão é que o “grande público” precisa de celebridades, de pessoas que estejam no centro das atenções. Pessoas que, na ausência de autoridades confiáveis, líderes, guias, professores, se oferecem como exemplos...” (grifo meu)

Impressionei-me com as palavras do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, na entrevista concedida  para “Isto É”, no site indicado ao final do texto.Especialmente no tocante à parte acima transcrita. Ao ilustre escritor e sociólogo, todo meu respeito e admiração.

Refletindo sobre o fato, resolvi discorrer sobre o tema de acordo com minha experiência empírica.Venho notando as pessoas perdidas, como se lhes faltassem um líder, um guia, que lhes servissem de parâmetro, de modelo de conduta moral, para se contraporem à pressão feita pelo capitalismo, que na ânsia de se expandir ilimitadamente, ignora valores subjetivos de alta relevância, como a ética, as virtudes e os valores morais, voltando seus olhares para valores puramente materiais(secundários), onde as delícias do "ter" se sobrepõem ao valor absoluto e inviolável do "ser", gerando ansiedade e insatisfação interior.E até uma certa revolta e intolerância com o semelhante.

Falar em valores morais hoje em dia, soa como hipocrisia, pois muita gente nega de forma veemente a necessidade de existência de tais valores, apontando-os como obsoletos e utópicos. Por outo lado, observamos outros, que apregoam um discurso politicamente correto sobre o tema, com uma oratória impecável,uma tese muito bem fundamentada, um cenário convincente, sempre acompanhado de uma aparato tecnológico de ponta, e pronto.Tudo está resolvido!Mas não é assim... Não se deve banalizar um tema que repercute tão  profundamente em nossa personalidade, pois muitos que o proferem, não se importam se o discurso diverge de suas atitudes.Como se ninguém percebesse a existência da contradição e da relativação do tema.

Por isso, a sociedade carece de veracidade, transparência, parâmetros morais verdadeiros, pessoas confiáveis. A sociedade está cansada de discursos vazios, anseia por virtudes reais, não de discursos rasos, e mais, de união entre as pessoas.

Mais do que tudo, a sociedade clama pela presença de verdade nas atitudes e palavras.Clama por coerência.Vivemos uma sociedade relativizada, onde os fins justificam os meios. Onde prevalece a máxima “Para meus amigos tudo, para os inimigos a Lei”. Uma sociedade justa não pode ser cínica, não pode ser assim. A força de uma nação, está no seu povo, e isso se mede pela educação e valores morais, que sempre sustentaram as sociedades através dos séculos.Sem eles não estaríamos aqui.

Não é o capital que vai salvar o mundo, nem as belas imagens e formas humanas, tampouco belas palavras, frutos de intenções duvidosas, que carecem de autenticidade.Mero teatro da vida real.Mas a qualidade das pessoas que nele habitam e seu comprometimento com a verdade e o respeito entre todos.

O ser humano é um ser moral, não devemos ter vergonha disso, ao contrário, devemos cultivar virtudes.Errar todos erramos, e será sempre assim, mas devemos ser sinceros em nossas proposições  e aprender com os erros. Tantos os nossos, como o dos outros.São nossos mestres naturais... Comecemos sendo verdadeiros.Mesmo que a verdade não agrade, saibam que ela é soberana e libertadora. Assim, já começaremos a dar o primeiro passo para alçar um mundo melhor.SEJA VERDADEIRO.SEJA COMO O MESTRE JESUS, NÃO RELATIVIZE O ESSENCIAL, JAMAIS RELATIVIZE AQUILO QUE ÉS!

Wanda.

http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/102755_VIVEMOS+TEMPOS+LIQUIDOS+NADA+E+PARA+DURAR


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